Entre o Consumo e a Cidadania Ambiental – Dilemas Éticos entre Papeis Sociais e a Sustentabilidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21664/2238-8869.2026v15i1.8550

Palavras-chave:

cidadania ambiental, consumo, sustentabilidade

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre dois papéis sociais contemporâneos, que apresentam origens e construções divergentes e antagônicas, mas que perseguem o bem-estar social – o cidadão ambiental e o consumidor. Tal pesquisa se demonstra oportuna num cenário de preocupações legítimas com as questões ambientais, alvo de conflitos entre decisões e ações de cunho sustentável. O objetivo geral da pesquisa é evidenciar os principais dilemas éticos entre esses papéis sob a perspetiva da ética ambiental. Para tanto, os objetivos específicos são: descrever os conceitos de consumidor e cidadão ambiental, características e percepções epistemológicas; apontar os principais fatores geradores de conflitos entre os papéis de consumidor e cidadão ambiental; analisar as dinâmicas sociais que acolhem os papéis de consumidor e cidadão ambiental sob a perspetiva da ética ambiental. Esta pesquisa tem caráter qualitativo e a discussão foi feita através de análise bibliográfica e de conteúdo, com a construção de um mapa mental.

Referências

BARBOSA, A. M; FRACALANZA, P. S. Uma Reestruturação Ecológica: A Ecologia Política de André Gorz. In: Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, 61, pp. 177-208, 2021

BARBOSA, L. Sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2009.

BAUMAN, Z. Vida para consumo. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

BRENNAN, Andrew; LO, Yeuk-Sze, Environmental Ethics, The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Edward N. Zalta (ed.), 2016. <https://plato.stanford. edu/archives/win2016/entries/ethics-environmental/>.

BUCKERIDGE, M. Bases Históricas e Científicas da Ética Socioambiental In: Ética Socioambiental. (Eds: L.F. Flotit, C.A.C. Sampaio, A.Philippi Jr.), pp.152-160, 2019.

BUZAN, Tony. Mapas Mentais e sua elaboração: um sistema definitivo de pensamento que transformará a sua vida. São Paulo: Cultrix, 2005.

Campos, P. H. F. (2003). A abordagem estrutural e o estudo das relações entre práticas e representações sociais. In P. H. F. Campos & M. C. da S. Loureiro (Eds.), Representações sociais e práticas educativas (pp. 22-36). Goiânia: UCG.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. 6ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

EWEN, Stuart. Captains of Consciousness: advertising and the social roots of the consumer culture. New York: Basic Books, 2008.

GORZ, André. Ecológica. São Paulo: Annablume, 2010.

GOTTLIEB, S. C. et al. Hybrid Organisations as trading zones: responses to institutional complexity in the Shaping of Strategic Partnerships. Construction Management and Economics, 2020.

HERCULANO, S. A consciência da solidariedade. Educador ambiental. São Paulo: Ecopress, ano II, n.º 8, mar./abr. 1995.

HERCULANO, S. O clamor por justiça ambiental encontra o racismo ambiental. Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, 3 (1), pp.01-20, 2008.

JONAS, Hans. O Princípio Responsabilidade: Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. da PUC-Rio, 2006.

______. Técnica, medicina y ética. Barcelona: Paidós, 1997.

KEYNES, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1936/1996.

LUZZI, D. Educação ambiental: pedagogia, política e sociedade. In: PHILIPPI JR., A.; PELICIONI, M. C. F. Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri: Manole, 2005.

MARTINS, G. THEÓOHILO, C. Metodologia da Investigação Científica para Ciências Sociais Aplicadas. 3ª. Ed. São Paulo: Atlas, v.I, 2016.

MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política. Volume 1. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.

MENDES, Ovídio Jairo Rodrigues. Concepção de cidadania. 2010. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo.

MUNÕZ-GONZÁLEZ, J. M., ONTORIA-PENÃ, A. & MOLINA-RUBIO, A. El mapa mental, un organizador gráfico como estrategia didáctica para la construcción del conocimiento. magis, Revista Internacional de Investigación en Educación, 3 (6), 343-361. 2011.

NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Notícias - Meio ambiente saudável é declarado direito humano por Conselho da ONU. 2022. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/150667-meio-ambiente-saudável-é-declarado-direito-humano-por-conselho-da-onu. Acesso em: 27 de jun. 2023.

Pereira, A. O. K.; Horn, L. F. D. R. (org). Relações de consumo: meio ambiente. Caxias do Sul, RS : Educs, 2009. 232 p.

SILVEIRA, Guaracy Carlos da; LESSA, Bruno de S.; CONSTANTE, Fernanda Lery P.; et al. Antropologia do Consumo. São Paulo: Grupo A, 2021.

Skinner, B. F. (1953). Science and human behavior. New York: Free Press.

STRAUSS, Anselm. Pesquisa Qualitativa: técnicas e procedimentos para o desenvolvimento de teoria fundamentada. Porto Alegre: Artmed, 2008.

Thomas, W. I; & Znaniecki, F. (1927). The polish peasant in Europe and America. New York, NY: Alfred A. Knopf.

VEGA, Raúl Pacheco (2006). Ciudadanía ambiental global: un recorte analítico para el estudio de la sociedad civil transnacional. p. 156.

WHITE, L., 1967. The Historical Roots of Our Ecological Crisis, Science, 155: pp.1203–1207; reprinted in Schmidtz and Willott 2002.

Publicado

2026-03-18

Como Citar

COSTA, Mila Fonteles Barbosa Ferreira; ZANETI, Izabel Cristina Bruno Bacellar. Entre o Consumo e a Cidadania Ambiental – Dilemas Éticos entre Papeis Sociais e a Sustentabilidade. Fronteira: Journal of Social, Technological and Environmental Science, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 320–331, 2026. DOI: 10.21664/2238-8869.2026v15i1.8550. Disponível em: https://revistas2.unievangelica.edu.br/index.php/fronteiras/article/view/8550. Acesso em: 18 mar. 2026.